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Blog da Arco Informática

18 de Outubro de 2018 - 15h15

7 termos que você precisa aprender para se dar bem na tecnologia do futuro

Termos que você precisa aprender para se dar bem na tecnologia do futuro

Reprodução.
Reprodução.
1. Computação cognitiva
Esse é um termo diretamente relacionado com a inteligência artificial, que já é do presente e por isso nem está aqui, e pode ser resumido como uma aplicação prática desse conceito todo. A computação cognitiva é usar o sistema pra pensar e tomar decisões como um ser humano, mas com a velocidade, a interação e o multitarefas da máquina.

Essas tarefas que antes só eram feitas por pessoas são aperfeiçoadas e o raciocínio envolvendo as regras é dominado por um sistema eletrônico com big data e algoritmos.

Em vários casos criam, já criamos cérebros eletrônicos que interpretam a realidade e são mais eficientes que o dos criadores.

Exemplos disso são o IBM Watson, que já venceu o game show televisivo Jeopardy, e o AlphaGo, baseado na tecnologia Deepmind da Google, que virou campeão no jogo de tabuleiro Go.

2. Machine e deep learning
Esses dois formatos de aprendizado tão ligados com a computação cognitiva, são igualmente interessantes e até complementares. O machine learning é alimentar uma máquina com dados, rotinas e algoritmos para que ela aprenda a executar uma tarefa de forma automatizada, fazer predições ou análises estatísticas.

Ele foi desenvolvido desde o começo dos estudos práticos com inteligência artificial e hoje é aplicado em sistemas populares, como as sugestões de filmes e séries na Netflix, a identificação de novas variantes de vírus e ameaças digitais, ou até a montagem de planos de saúde com base em um cadastro cheio de variáveis.

Já o deep learning é mais profundo do que o outro modelo por causa da maior quantidade de camadas nas chamadas redes neurais. As informações a serem processadas são lidas por vários processos diferentes e não lineares, deixando a máquina mais livre pra fazer assimilações e classificar elementos com base só em pré-definições mais básicas.

É essa estrutura que permite a realização de tarefas mais complexas, com mais dados envolvidos e um equipamento mais pesado que suporte os processos. Ele pode resultar em um software de reconhecimento de imagem ou de fala e até o funcionamento de assistentes pessoais, como a Siri, a Cortana e o Google Assistente.

3. Realidades aumentada, virtual, mista e extendida
Calma, isso não tem nada a ver com universo paralelos. Todas essas realidades já são igualmente importantes e devem ficar ainda mais relevantes na tecnologia.

Realidade virtual é a imersão em um ambiente 3D completamente digital, mais conhecido pelo uso daqueles headsets especiais, como o Oculus Rift. Realidade aumentada tem em Pokémon Go o exemplo mais clássico: é a adição de elementos digitais em um ambiente real, ampliando a experiência.

A realidade mista ou híbrida é a mistura de objetos físicos e digitais coexistindo e interagindo entre si, em um esquema bem mais complexo. A Microsoft tem investido nesse setor junto com a Acer. Tem ainda quem use o termo realidade extendida, que junta tudo isso

4. Blockchain
Essa corrente em blocos é uma tecnologia de armazenamento de dados de distribuição que é totalmente descentralizada e pode ser pública, mas com uma assinatura de segurança para cada segmento. Isso significa que as informações não são controladas por um único sistema ou instituição, e a distribuição ajuda não só a aumentar a segurança, mas também a crescer a estrutura em que ela está aplicada.

O blockchain é normalmente relacionado com criptomoedas, sendo o registro de transações de bitcoinse derivadas. Só que ele também pode ser usada em vários outros setores, desde gerenciamento de cadastros até processos eleitorais.

5. Digital Twin
O gêmeo digital é exatamente o que o nome sugere. É uma versão virtual de algo físico, seja um objeto ou um processo. Esse espelho que imita e registra cada aspecto técnico e visual é cada vez mais comum no ambiente empresarial, e pode ser usado pra várias finalidades, como simulação, monitoramento, análise e definição de estratégia.

O digital twin pode ser um software ou um modelo que ajuda o de verdade a ter mais eficiência e ter problemas resolvidos. Pois é, na prática isso não é novo, mas o termo tem se popularizado cada vez mais e deve ser mais utilizado daqui pra frente.

6. Mesh
As redes mesh, ou redes de malha, são consideradas o futuro da conectividade. A grande diferença delas pras rede tradicionais é que o formato mesh não precisa de um ponto centralizador que controla ou envia o sinal para todos os aparelhos. Pelo contrário, os pontos são repetidores e estão ligados entre si de forma descentralizada. Como um tecido cheio de fios entrelaçados, se um elemento apresenta problema, tem sempre outro de prontidão pra impedir que a conexão deixe de funcionar.

Ainda falta superar alguns obstáculos, como a alta densidade de informações circulando e até questões de segurança. Mas vários protótipos de redes mesh já saíram do papel, e devem garantir que a Internet das Coisas funcione de forma integral, além de permitir sinal mais estável nas telecomunicações.

7. Fog Computing
Você provavelmente já conhece a computação em nuvem, que é o acesso sincronizado de dados sem que estejam armazenados no seu sistema. Mas e a fog computing, que pode ser traduzido como computação em névoa?
Esse termo é uma evolução da nuvem ou uma camada intermediária, sem excluir o cloud. A diferença que é a névoa é mais espalhada e próxima do chão, e está ligada diretamente com a internet das coisas. Ela é descentralizada, ajuda na comunicação entre sistemas e na transmissão entre esquemas muitos complexos, como é o caso de uma casa ou um trânsito conectado. No fog computing, os dados estão mais próximos do usuário, ajudando a acelerar a distribuição das informações e agilizando processos em redes e aparelhos.
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